Não vou mentir. Estou com o livro desde dezembro de 2010. Comecei a lê-lo e desisti por volta da página 60... achei o texto massante e sem muita coerência... estava demorando muito para entender a história... Resolvi dar uma nova chance a ele este ano e para minha surpresa acabei gostando. Outro dia ouvi dizer que quando abandonamos uma leitura é porque ainda não estamos prontos para sua mensagem. Será?!...Acho que o que me fez parar a leitura na primeira tentativa foi a publicidade feita em cima do livro. Gerou em mim uma série de expectativas que estavam longe de serem supridas de imediato. A leitura começa lenta e a história é contada por duas personagens, Pequena Abelha (a garota nigeriana) e Sarah (a jornalista londrinha). A vida destas mulheres se cruzam num dia fatídico e uma delas é pressionada a tomar uma decisão que mudaria suas vidas para sempre. A partir daquele momento, nada mais seria igual. O autor passa a descrever através do olhar destas mulheres a guerra econômica e social dentro da África num período de descoberta de petróleo. A vida de uma cidadã européia e uma cidadã africana têm muito mais em comum do que imaginávamos.
Confesso que o final do livro me comoveu. Cheguei a ficar emocionada. Quando descobrimos o que aconteceu no dia fatídico (por volta da página 93), tudo passa a ter conotação de filme.
Recomendo a leitura embora não tenha achado tão sensacional quanto a mídia.
Editora: Intrínseca
Autor: CHRIS CLEAVE
Número de páginas: 270




