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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A Cabana (William P. Young)

Dizem que quando não lemos um livro até o final é porque não estamos preparados para a mensagem dele.  E esse é o caso. Comecei a ler “A Cabana” há alguns anos atrás, mas não cheguei nem na metade da leitura. Não apeteceu minhas expectativas, seja lá quais eram na época. Eis que algumas semanas atrás ele me foi recomendado pela fofíssima Jacky, uma amante voraz de livros (assim como eu). Com todo respeito à ela, decidi dar mais uma chance ao Willian Young. E foi perfeito!

Li várias resenhas negativas a respeito deste livro e talvez eu entenda o porquê muita gente não gostou. Para apreciar esta leitura são necessárias duas coisas: acreditar em Deus e ter fé. É sobre isso que se trata a história. Se você não se deixar levar às reflexões religiosas às quais são propostas, não valerá a pena. Eu não vivi nenhuma tragédia como a narrada na história (Graças à Deus), mas me identifiquei com as dúvidas vividas pelo personagem Mack quando questiona os propósitos de Deus. Refleti bastante e acho que encontrei a resposta que procurava. É como se tudo fizesse sentido. É como se o meu caminho tivesse sido sinalizado. Achei transformador.
Outro fator que me fez ler o livro com um novo olhar foi a maternidade. Agora que sou mãe entendo muito melhor sobre o amor. Eu achava que sabia tudo sobre esse sentimento até o meu Theo vir ao mundo. Confesso: Eu não sabia nada! O amor que sinto agora é de pureza ímpar. Esse amor é minha referência para tudo. Ele me ensina a ver as coisas de forma diferente. E assim passei a entender melhor o amor de Deus por mim e de Jesus Cristo pela humanidade.
Enfim... não vou alongar minhas opiniões. Cada leitor fará uma leitura diferente, tenho certeza. Recomendo!
OBS: Agradeço a Deus e ao nosso Senhor Jesus Cristo pela compreensão sobre fé e graça. Por incrível que pareça minha vida tem sido muito abençoada desde então. Obrigada William Young por ser o emissor das palavras que mudaram minha vida e minha visão de mundo. 
Sinopse retirada do Skoob: A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.
 Editora: Sextante
Autor: WILLIAM P. YOUNG
Número de páginas: 240
Recomendação: Ótimo




terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cinquenta Tons de Cinza (E. L. James)


Aaaah, não poderia faltar. A tão falada e difundida história de Anastasia e Christian.

Primeiramente devo dizer, para os que ainda não sabem, que a história foi escrita por uma fã ardente da série Crepúsculo. Ou seja, se você leu Crepúsculo, achou uma porcaria, mas terminou de ler mesmo assim por curiosidade, o mesmo acontecerá neste livro.

O livro se trata da história de Anastasia, recém formada na faculdade, que entrevista um cara poderoso, Christian, e desde então começam a se interessar um pelo outro. O único porém é que Anastasia, tão pura e ingênua, quer um romance, enquanto Christian, autoritário e extremamente poderoso, quer um relacionamento de dominação e subordinação – dominação da parte dele, obviamente, sem vínculos amorosos. Porém, ambos se envolvem de tal forma que se perdem até no que acham que querem realmente.

Mas não espere um livro bem escrito. Mesmo. Descobri que não foi mal traduzido, ele foi mal escrito mesmo – obviamente porque ela tentou seguir o “estilo literário” de Stephanie Meyer. Eu tive a pachorra de contar quantas vezes a autora utilizou do termo “franziu a testa” ou o seu sinônimo “franziu o cenho”. Foram 51 vezes até a página 320. Parecia que ela tinha acabado de conhecer a expressão... (imagino os fãs da série já brigando “Se acha ruim, escreve melhor!”. Haters gonna hate.)

Da mesma forma, este livro ficou parecidíssimo com o Crepúsculo, em minha opinião. Há o homem maravilhoso, perfeito, inatingível, rico e poderoso, só que não brilha no sol. Há a moça ingênua, doce, virgem, fofa e estabanada. Há o moço bom que gosta da moça e que formariam um casal maravilhoso, se não fosse o olhar da moça ser totalmente fraternal por ele. Alguma semelhança? O que mais me deixou pasma foi uma frase dita por Christian (o dominador), algo como “Afaste-se de mim, você não sabe com quem está lidando, não sou homem para você, posso te machucar”. Minha nossa, Edward diz isso mil vezes também.

Enfim. Tirando os motivos que tive vontade de tacar o livro pela janela, a história por si só não é a mais criativa, mas o elemento “sexo” faz com que você se distraia destes pequenos probleminhas e se delicie com cada parágrafo. Não é de se estranhar que as mulheres são as principais adoradoras desta série. O sexo simplesmente é visto do ponto de vista feminino, descrevendo todas as sensações, desde a mão na nuca, até aquilo naquilo. É o tipo de livro que te prende tanto que se você estiver lendo no ônibus, vai perder o ponto.

Já iniciei o segundo livro da série (50 Tons Mais Escuros) e em breve coloco a resenha para vocês aqui!

Dica: seja menos chato do que eu sou. Aproveite a leitura, não repare nas mil expressões repetitivas (“cerrou os dentes” ou “travou as mandíbulas” também estão presentes em profusão), e tenha uma leitura muito feliz. MUITO, se é que me entendem. ;)
 
Editora: Intrínseca
Autor: E. L. James
Número de páginas: 455
Recomendação:
 
 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A Cidade do Sol (Khaled Hosseini)

Ganhei este livro de uma pessoa que confiou suas histórias à mim, uma completa desconhecida. Foram cerca de quatro caronas depois do trabalho e muito bate-papo durante as duas horas de trânsito em São Paulo. Cada conversa me fazia refletir sobre muitas coisas, entre elas a de que cruzamos com pessoas durante nossas vidas por algum propósito alheio ao nosso conhecimento. Acho que Deus fala conosco das formas mais inesperadas. E foi com essa frase, escrita num post-it rosa dentro da folha de rosto do livro que a Cristina Akemi se despediu de mim:  “Flávia, tenho certeza absoluta que ninguém passa pelas nossas vidas por acaso.”  E assim, mais um best-seller veio parar em minhas mãos... Recomendo este livro para dar aquela “sacudida” e entender de fato o que é resiliência.

A CIDADE DO SOL é um romance que nos conta um pouco sobre a vida no Afeganistão nos anos em que os talibãs, as injustiças sociais e a violência contra a mulher tiveram destaque no mundo. A escrita de Hosseini nos faz viajar de uma forma apreensiva por toda a trama. Por muitas vezes tive esperanças de mudança em meio ao sofrimento das personagens, mas a história parecia seguir a linha do “não há nada tão ruim que não possa piorar”.

Confesso que incomodou-me a leitura dos nomes próprios de alguns personagens e termos da cultura islâmica... mas acredito que seja por minha total ignorância aos costumes ou minha inexperiência  com livros deste tipo. Desisti de “O Diário de Anne Frank” com nomes e termos judeus por esse motivo.

O livro conta a história de duas mulheres que tem suas vidas cruzadas durante os infortúnios da guerra. A primeira é Mariam, a filha bastarda do granfino Jalil com Nana, a empregada de sua mansão na cidade de Herat. Aos 15 anos após o suicídio de sua mãe a menina é obrigada a se casar e morar em Cabul com o sapateiro Rachid. Inicia-se então uma vida infeliz, cheia de maus-tratos e humilhações. A segunda é Laila, vizinha de Mariam, nascida pouco tempo após sua chegada na cidade. Uma garota privilegiada que teve oportunidade de estudar durante a infância e viveu momentos de respeito e admiração incentivados por seu pai.
As duas passam a conviver logo após uma tragédia acontecer com a família de Laila marcada com a invasão dos talibãs em Cabul.  Laila toma uma decisão que mudará o destino das duas e que, com o tempo, a salvação de uma será a destruição da outra.

Envolvente, dramático e perturbador. Uma realidade tão absurda que é difícil acreditar que seja possível ter esperanças. As personagens, embora tenham trajetórias e personalidade completamente diferentes mostram como as mulheres que vivem numa sociedade marcada por machismo e fanatismo religioso são resilientes. Elas resistem à pressão de situações adversas sem surtos psicológicos. Sobrevivem com muito pouco de uma forma que eu jamais conseguiria suportar.
Editora: Nova Fronteira
Autor: KHALED HOSSEINI
Número de páginas: 365
Recomendação: Muito Bom








terça-feira, 27 de março de 2012

O Melhor de Mim (Nicholas Sparks)

Estava ansiosa para ler Nicholas Sparks, pois descobri que ele escreveu livros que deram origem a adaptações de filmes simplesmente maravilhosas, como “Diário de uma Paixão” (que já assisti umas 5 vezes e chorei em TODAS!), “A Última Música”, “Noites de Tormenta”, “Querido John” e por aí vai...  A grande gafe é que assisti e me apaixonei por todos os filmes sem nunca ler uma linha sequer desse autor. Mas me redimi e cá estou com a resenha dessa linda história de amor.

Escolhi um lançamento como meu primeiro Sparks. Se dispusesse de tempo para leitura, certamente teria devorado este livro em 1 ou 2 dias. Os capítulos são rápidos e vão ficando cada vez mais curtos até o final. Adorei! Acho que deu uma leveza no texto. Sem contar que imaginamos as cenas com corte de filme.
A história é cheia de emoção e drama, como qualquer outra história do autor. Trata-se de um amor proibido devido a diferença de classes sociais dos amantes. Mas não torçam o nariz... o desenrolar da trama pode surpreender você.
Dawson é a ovelha negra da família Cole, formada por homens sem caráter, escrúpulos ou qualquer boa reputação na cidade de Origem. Desde pequeno, era inteligente e tirava boas notas, mas isso incomodava seu pai e seus primos que queriam manter a “reputação da família”. Dawson era espancado sem grandes motivos e um dia resolveu fugir de casa. Foi morar na oficina de Tuck, onde aprendeu mecânica e passou a restaurar carros. Por ser uma cidade pequena, não foi difícil seu pai encontra-lo. E assim, toda semana, seu “velho”, acompanhado dos primos Abee e Ted, vinham lhe tomar dinheiro. Enquanto isso, Amanda, amada filha da família tradicional Collier, se interessa pelo rapaz, que, até então era ignorado por todos. Um grande amor floresce entre os dois e um belo dia é interrompido inesperadamente. Cada um segue sua vida e, 25 anos mais tarde, os dois se reencontram no velório de Tuck. O amor que até então estava sufocado começa aos poucos se reacender, mas passa a ser proibido devido aos “caminhos da vida”... Ok! Vou ser mais específica! Amanda está casada e tem três filhos, Dawson é ex-presidiário e está ameaçado de morte pelos primos... enfim... é tudo que posso dizer! Decisões devem ser tomadas, pessoas magoadas, destinos incertos... O final é envolvente e emocionante. O título do livro não poderia ser outro!
Recomendo a todos os fãs de Nicholas Sparks e espero que surja uma adaptação desta história em mais um filme hollywoodiano. É ótimo para ler quando estamos carentes ou achando que não existe mais romance no mundo. Os personagens masculinos de Sparks são apaixonantes e me fazem suspirar... ai ai...

Editora: Arqueiro
Autor: NICHOLAS SPARKS
Número de páginas: 272
Recomendação: Ótimo



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pequena Abelha (Chris Cleave)

Não vou mentir. Estou com o livro desde dezembro de 2010. Comecei a lê-lo e desisti por volta da página 60... achei o texto massante e sem muita coerência... estava demorando muito para entender a história... Resolvi dar uma nova chance a ele este ano e para minha surpresa acabei gostando. Outro dia ouvi dizer que quando abandonamos uma leitura é porque ainda não estamos prontos para sua mensagem. Será?!...

Acho que o que me fez parar a leitura na primeira tentativa foi a publicidade feita em cima do livro. Gerou em mim uma série de expectativas que estavam longe de serem supridas de imediato. A leitura começa lenta e a história é contada por duas personagens, Pequena Abelha (a garota nigeriana) e Sarah (a jornalista londrinha). A vida destas mulheres se cruzam num dia fatídico e uma delas é pressionada a tomar uma decisão que mudaria suas vidas para sempre. A partir daquele momento, nada mais seria igual. O autor passa a descrever através do olhar destas mulheres a guerra econômica e social dentro da África num período de descoberta de petróleo. A vida de uma cidadã européia e uma cidadã africana têm muito mais em comum do que imaginávamos.

Confesso que o final do livro me comoveu. Cheguei a ficar emocionada. Quando descobrimos o que aconteceu no dia fatídico (por volta da página 93), tudo passa a ter conotação de filme.

Recomendo a leitura embora não tenha achado tão sensacional quanto a mídia.

Aproveitando o tema do livro recomendo a leitura de um post antigo que contém o depoimento de uma nigeriana falando sobre leitura.

Editora: Intrínseca
Autor: CHRIS CLEAVE
Número de páginas: 270

Recomendação: Bom


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