Este foi meu primeiro Agatha Christie. E acidentalmente comecei pelo livro que poderia ser o último caso do detetive Hercule Poirot. Só depois de ler toda a história, entendi que ele é o protagonista de várias obras policiais de Agatha. Foram escritos diversos livros com o detetive. Mas não tem problema. A história foi compreendida sem ser prejudicada, pois o suspense tem começo, meio e fim. Adorei! Consigo entender porque a autora tem tantos fãs. Passamos a procurar o assassino e a desconfiar dos personagens construídos com perfis ricos.
Nesta obra, o detetive Poirot volta ao cenário de sua primeira investigação com o amigo capitão Arthur Hastings: a mansão Styles. A história é contada pelo capitão que sabe através do próprio Poirot que um assassinato ocorreria naquele lugar, agora transformado em hotel. Sabe-se que o assassino esteve envolvido em outros cinco crimes aparentemente sem ligação entre si. Através da narrativa passamos a conhecer todos os personagens e seus envolvimentos. A leitura é rápida e dinâmica pois ansiamos descobrir quem é o assassino e, principalmente, quem será a vítima. Uma história empolgante e imperdível para os amantes do estilo policial. O final é surpreendente e muito bem amarrado. Recomendo!
À propósito, não posso deixar de fazer uma comparação da trama à famosas novelas de suspense, como "Vale Tudo" (1988) de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, que rendeu a famosa pergunta "Quem matou Odete Roitman?", e "A Próxima Vítima" (1995) de Silvio de Abreu. Embora eu não tenha lido isso em lugar algum, o estilo certamente deve ter tido influência das histórias da inglesa Agatha Christie, que escreveu 80 romances policiais e coleções.
Editora:
Nova Fronteira
Autor:
AGATHA CHRISTIE
Número
de páginas: 217
Recomendação:
Ótimo




